
Domingo. Já passam das 23 horas. Estou olhando pro celular e pensando seriamente que eu preciso dormir. Meu irmão está ouvindo música no computador e na TV está passando um filme antigo (acho que vocês já devem ter assistido, se chama “A Rocha”. Nenhum clássico da 7ª arte, mas um bom divertimento numa hora vaga). No chão do quarto há dezenas de Hqs espalhadas. Entre elas uma me chama atenção. Uma edição de Planetary, do Warren Ellis (se alguém não sabe do que estou falando, uma dica: corra atrás de alguma. Não irão se arrepender).
Sem entrar em muitos detalhes, a história elabora uma teoria interessante sobre como o universo em que vivemos, embora seja cortado por centenas de mundos paralelos, é formado basicamente de informação (e não matéria e energia). Por causa disso, e não pergunte porque, nos baseamos apenas em uma superfície. Tentando esclarecer (tentando mesmo, porque eu não entendi), o universo seria bidimensional e tudo a nossa volta seria uma espécie de holograma.
Pra mim, isso não fez sentindo nenhum. Mas me peguei a pensar nessa coisa de bidimensionalidade. Nesse ponto, eu concordo com ele. Todos nós temos duas dimensões. Mas de maneira figurada. Ninguém é sempre a mesma pessoa. Todos nós fingimos, inventamos, criamos mais de uma pessoa dentro de nós. E exteriorizamos essas pessoas em momentos adequados. Não é uma segunda personalidade, porque por dentro somos um só. Essa outra dimensão só aparece no plano físico, no que mostramos para os outros. E que atire a primeira pedra àquele que é sincero e natural, todos os segundos da vida.
Sem entrar em muitos detalhes, a história elabora uma teoria interessante sobre como o universo em que vivemos, embora seja cortado por centenas de mundos paralelos, é formado basicamente de informação (e não matéria e energia). Por causa disso, e não pergunte porque, nos baseamos apenas em uma superfície. Tentando esclarecer (tentando mesmo, porque eu não entendi), o universo seria bidimensional e tudo a nossa volta seria uma espécie de holograma.
Pra mim, isso não fez sentindo nenhum. Mas me peguei a pensar nessa coisa de bidimensionalidade. Nesse ponto, eu concordo com ele. Todos nós temos duas dimensões. Mas de maneira figurada. Ninguém é sempre a mesma pessoa. Todos nós fingimos, inventamos, criamos mais de uma pessoa dentro de nós. E exteriorizamos essas pessoas em momentos adequados. Não é uma segunda personalidade, porque por dentro somos um só. Essa outra dimensão só aparece no plano físico, no que mostramos para os outros. E que atire a primeira pedra àquele que é sincero e natural, todos os segundos da vida.
Eu mesmo levo duas vidas distintas. Um lado sério, trabalhador e estudioso, que pensa no futuro e faz tudo meticulosamente calculado (como numa boa partida de sinuca). E tem esse outro lado. Um lado “porra loka”, que não ta nem aí com nada. Que bebe horrores, que fuma, que sai durante a madrugada sem rumo, andando pelas ruas desertas da cidade ou as passa num boteco de esquina (esse seria o meu eu-lírico. Acho que o nome dele é Tuf). O complicado é que ambas as partes teimam em se confundir, me causando sérias dores de cabeça.
Não sei se posso consertar isso. Sei também que não adianta perguntar, porque ninguém vai saber me responder como faço para remediar tal situação. Enquanto eu não enlouqueço, vou levando minha vida desse jeito. Eu até gosto pra dizer a verdade. Vou assistindo meus filmes, lendo meus livros, meus quadrinhos e pensando em como eu preciso dormir. O Tuf não quer, mas infelizmente, amanhã de manhã, o Guilherme precisa trabalhar.
Não sei se posso consertar isso. Sei também que não adianta perguntar, porque ninguém vai saber me responder como faço para remediar tal situação. Enquanto eu não enlouqueço, vou levando minha vida desse jeito. Eu até gosto pra dizer a verdade. Vou assistindo meus filmes, lendo meus livros, meus quadrinhos e pensando em como eu preciso dormir. O Tuf não quer, mas infelizmente, amanhã de manhã, o Guilherme precisa trabalhar.
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