


Um pouco de cultura, política, contos e tudo que me der na telha!



As folhas amareladas e gastas do velho caderno de notas estavam cheias de rabiscos multicoloridos. Poemas e poesias. Gravuras e ilustrações adornavam aquele velho companheiro de guerra. Suas páginas exalavam um doce aroma de café, recém colhido. A tinta sobressaia aos olhos. Ofuscava a visão e conturbava o pensamento. Era mais que um caderno. Era mais que um simples diário. Naquelas páginas estavam guardadas as memórias de infância daquela formosa jovem, que agora folheava o livro depois de tantos anos.
Nenhum conto de fadas, dos mais belos e esperançosos, fazia a jovem se sentir tão bem. Aquele caderno, escrito por ela quando ainda era uma menina, fazia-a se sentir viva. Tão viva. Ela já nem se lembrava há quanto tempo havia escrito aquelas palavras. Talvez duzentos. Quem sabe trezentos anos. Ninguém mais contava os dias. E mesmo se contassem, não havia mais viva alma que houvesse de se lembrar da jovem. Sim, fazia muitos anos. Não importavam quantos. A jovem donzela, com seus longos cabelos castanhos e seu olhar brilhante, folheava o caderno em busca de suas lembranças.
Não existe nada mais caro para uma pessoa. Suas memórias. É o que de mais valioso você pode guardar. E são as únicas coisas que com certeza absoluta não vão deixar de te seguir. A luz da lua iluminava gentilmente o rosto dela, brilhando com mais força sobre as lágrimas que agora escorriam em sua face. O som do farfalhar das arvores acalentava seu coração, mas atrapalhava sua atenção. Quando ela finalmente escutou os passos atrás de si, já era tarde demais. Os demônios da noite atacam e surpreendem.
Ele acordou do pesadelo, mesmo sabendo que aquilo não era só um sonho. Era a imagem que lhe atormentava o sono há tantos anos. Era ela que ele procurava todo dia. Era a jovem moça de cabelos castanhos. Ele a desejava. Na verdade, ele já a havia possuído. Mas a perdera tão logo as luzes de um dia demoram a passar. Agora ele vivia sozinho, a margem de qualquer condição de vida. Tinha apenas seu trabalho. Ele sempre fora um palhaço.
Um palhaço sabichão. Com a cara pintada e sempre com uma risada guardada. Um sobrevivente dos infortúnios da vida. Mais um na multidão, mas que se pudesse ser escutado, teria coisas maravilhosas para dizer. Fazia seu malabarismo para sobreviver. Vivendo de diversão, mas da diversão dos outros. Um homem que quando se acha sem a maquiagem de seu personagem, vive em prantos. Com choro e soluço. Com morte certa e sem um sentido na vida. O espelho quebrado, perto de sua cama ainda desarrumada. Nos pequenos cacos, via o vermelho. Esperava que fosse a cor de seu sangue, escorrendo de seus pulsos. Mas era o vermelho em sua face. O personagem sobressaia o ator, uma vez mais.
Suas vestes, velhas e mal-cheirosas. Outrora, encantava reis e rainhas. Hoje, até crianças temem sua imagem. Perdeu seu lugar, perdeu sua família, perdeu seus bens, perdeu até mesmo aquilo que muita gente vive sem, mas que é inerente para a vida de um palhaço. Perdeu sua alegria. A alegria pela vida. Saiu de sua pequena casa, em uma pequena cidade. Acendeu um cigarro e tragou generosamente. Pegou seus balões de ar e sua flor que esguichava água e andou pelas ruas desertas da cidade morta. Não havia uma pessoa sequer para conversar. A cidade já não era mais habitada há cento e quinze anos. Foi quando tudo começou. Há cento e quinze anos, quando tudo se acabou.
Jericho. Acho que era isso. Assim era chamado por todos, embora nunca tenha confirmado ser este era seu verdadeiro nome. Há anos não ouvia alguém lhe chamando. Raramente lembrava seu próprio nome. Às vezes, durante a noite, tentava se recordar de sua infância, quando sua mãe cantava aventuras de dragões para dormir, mas por mais esforço que fizesse, nem sempre conseguia lembrar o próprio nome.
O palhaço nunca tivera um corpo invejável, mas hoje, depois das duras privações, encontrava-se em estado precário. Seus ossos se mostravam sob a fina camada de pele que envolvia seu corpo. Seu rosto muito fino era emoldurado por escassos fios de cabelo vermelho. Seus olhos eram profundos e muitas vezes aparentavam não brilhar, num tom estranhamente mórbido. Andava curvado, devido ao peso de sua via em suas costas. Sempre cabisbaixo.
O sol estava alto. As nuvens, faceiras e despretensiosas, brincavam no céu. Formavam figuras de borboletas e coelhos. Rabiscavam o azul claro com manchas brancas. O arlequim, com suas vestes surradas, olhou para a dança que acontecia sob sua cabeça. Ele fechou os olhos e viu novamente a imagem da jovem, sentada num bosque, sendo violentamente tirada de seu transe. Ele sabia que não era um sonho. Ele precisava encontrá-la. Tragou profundamente seu cigarro, lançando no ar pequenos aros de fumaça.
O mundo já não era o mesmo. As faces alegres e as risadas haviam sumido de todas as esquinas. As pessoas já não saiam mais às ruas, preferindo o silêncio mórbido em suas casas fechadas. Os festejos reais que outrora iluminavam e enchiam as ruas da capital já não aconteciam há mais de 100 anos. E o próprio rei, após o desaparecimento de sua linda filha, não mais saiu de seus aposentos. Pior que a situação da cidade central, era a situação desoladora que abatia as cidades satélites. Estas haviam sido sumariamente saqueadas e esvaziadas. As poucas almas vivas nesses lugares sobreviviam contando apenas com a própria sorte.
E nosso pequeno arlequim, fraco e sozinho, era uma dessas tristes almas. Na época conhecida como Diáspora, quando toda a população fugia do frio, da fome e dos temíveis saques bárbaros, nosso herói preferiu ficar. Esperando que algum dia sua amada donzela volta-se. A jovem e linda princesa.
O Reino de Albiríon era o mais vasto, mais rico e mais alegre de toda a terra. Todos os povos e todas as raças visitavam o reino anualmente para as festas reais. A população sempre amou seus reis, sendo os lideres mais respeitados dentre todos os reis ou rainhas. E o soberano de Albiríon sempre serviu a seu povo de maneira justa e igualitária. Era sem dúvida o líder mais benevolente e corajoso de todos os cantos do mundo.
Sua filha era amada por todos os homens. E todas as mulheres invejavam sua beleza. Ela era a jóia mais cara de toda Albiríon, sendo o alicerce principal da nobreza e do Reino todo. Seus cabelos, longos e castanhos, eram mais lisos que a mais pura seda, trabalhada pela melhores tecelãs. Seus olhos, pretos como duas pérolas negras, brilhavam intensamente, iluminando o coração mais sombrio. Sua pele, clara como as mais brancas nuvens, era tão pura e lisa quanto à pele de um recém nascido. E todo o seu encanto era direcionado a apenas um homem. Um simples palhaço.
O jovem arlequim era apenas um dos muitos que serviam ao velho rei. Sempre fora Jericho que divertira a corte em seus vultosos jantares. Ele simplesmente vivia para fazer o rei esquecer rapidamente os tormentos do dia. E foi por tão simples ser que a bela princesa se apaixonou. Por suas vestes coloridas e seu rosto pintado. Suas graças e seus movimentos ágeis.
E foi em tão esplendida cidade que um estranho amor nasceu. A filha do Rei e um dos bobos da corte. E foi em tão esplendida cidade que um estranho amor cresceu, acalentando as noites mais frias e enchendo o coração dos jovens enamorados de esperança e felicidade. E foi em tão esplendida cidade que um estranho amor terminou. Graças à maior das tragédias já vistas na historia de Albiríon. E foi em tão esplendida cidade que um estranho amor terminou.
O inverno se aproximava lentamente do Reino e as flores caiam mortas ao chão. As aves faziam suas peregrinações anuais aos locais mais quentes, enfeitando os céus com seus bandos em vôo. Nessa época do ano, a grande cidade perdia grande parte de seu encanto. Os viajantes que sempre paravam nas tabernas não mais passavam pelas ruas de pedra. E mesmo se todos soubessem que este seria o inverno mais pesaroso de toda história de Albiríon, não teria sido diferente.
Tudo ocorreu rapidamente. Até hoje ninguém sabe como aconteceu, mas o fato já virou lenda. Faz exatamente cento e quinze anos. Naquela noite, a jovem e bela princesa não conseguia dormir. Algo enchia sua cabeça com os piores pesadelos, pesadelos soturnos e sombrios. De morte e sangue. De trevas e pesar. E nada lhe tirava da mente as figuras negras, como sombras que avançam lentamente sobre as carcaças diurnas. O reino inteiro dormia, com as graças de seu monarca. Sem preocupações ou anseios. Menos ela.
Foi a ultima noite que a viram em sua janela, velando o sono de seu amado palhaço. E nosso arlequim, nunca mais sentiu o perfume de sua amada. Após o desaparecimento da filha do rei, o mesmo perdeu a razão de viver e a única coisa que lhe dava forças era buscar sua filha. Ele a procurou incansavelmente por mais de 50 anos e faleceu sem nunca mais a ver. Os cidadãos então, se viram diante da maior fatalidade já presenciada. Sem seu líder, invasões bárbaras surgiam de todos os lados. Eles saqueavam, matavam, estupravam e destruíam tudo em seu caminho. E foi assim, após cinqüenta anos de ataques ferozes que a outrora linda Albiríon viu seu declínio. Hoje faz exatamente cento e quinze anos.
Jericho saiu de sua pequena casa, com seus balões coloridos, e percorreu boa parte do que antes era a rua central de Albiríon. Ele fazia a mesma coisa todos os dias. Acordava cedo e se banhava, limpando as velhas feridas que tinha em seu corpo. Comia algumas frutas secas, se vestia com suas velhas roupas, fumava um cigarro e saia em sua jornada diária. Ele caminhava até o castelo. E buscava por pistas. O castelo de Albiríon era enorme, cercado por uma enorme muralha de concreto. Os portões estavam caídos, dificultando a entrada. Uma pequena fresta entre as pilhas de madeira e o muro servia de passagem para Jericho. Lá dentro, o clima era desolador. Os jardins que outrora eram os mais belos do mundo, hoje não passavam de ervas daninhas e arbustos mal cuidados. As flores, há décadas mortas, não nasciam mais em terrenos tão inóspitos.
Diante dos olhos de Jericho, subia-se imponente, as torres do palácio. Olhar para o castelo deserto fazia-o se lembrar dos anos de luta. Das torturas pela quais passou. O velho e bondoso rei de Albiríon enlouquecera quando sua querida filha sumiu. No afã de encontrar culpados, ele passou a perseguir todos aqueles que achava suspeito.
Jericho não escapou da inquisição. O pobre palhaço, preso e torturado diariamente, era questionado sobre a princesa a todo o momento. Ele passou 50 anos numa masmorra escura. As águas da chuva infiltravam na cela pelas frestas das pedras, tornando o lugar úmido. O cheiro de mofo tomava conta do local. A podridão era vista em todo canto. A cela raramente era limpa, o que causava um acúmulo enorme dos dejetos de Jericho. O cheiro era insuportável. E nosso pobre arlequim era retirado do meio da imundice duas vezes por semana. Ele preferia não sair.
Nessas saídas, os guardas o levavam para uma das salas mais profundas do castelo, onde ninguém poderia ouvir seus gritos. E ali, perante os olhos aguçados e cheios de ira do rei, ele era mutilado, torturado, espancado de todas as maneiras humanamente possíveis. Seu corpo já não se distinguia de uma massa de carne disforme, cheio de hematomas e cortes. E somente seu amor pela bela princesa o fez resistir por tantos anos. Com a invasão bárbara e a morte do rei, Jericho foi solto. E desde então tem vivido sozinho na cidade, em busca do paradeiro de sua bela princesa.
O palhaço adentrou o castelo e seus olhos, por mais vezes tivesse visto, não acreditavam. A desolação tomava conta do local. Os esqueletos dos antigos soldados reais jaziam ao longo do hall principal. Em meio ao fedor e a morte, havia de existir uma pista. Como de costume, o arlequim atravessou todos os salões de festa, sem a alegria musical de outros tempos. Já não havia mais risadas e conversas. Danças e bebidas. Sonhos e amores. Havia apenas a morte e o silêncio. Ao chegar no fim dos enormes salões, Jericho viu o jardim reservado de sua princesa. Era ali que ela meditava e pensava em seu amor. Era ali que ela planejava as fugas com Jericho. Foi ali, o ultimo lugar no qual foi vista. E ali, Jericho sentava. Refletia. Sonhava. Chorava. E acima de tudo, esperava. Todos os dias. Há quase 50 anos.

Entre 16 e 18 de Outubro de 2009, pessoas de todo o mundo irão se levantar em manifestações para que governos, empresas e toda a sociedade, juntos, mantenham suas promessas, se comprometam e dividam a responsabilidade de alcançarmos os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM) até 2015. E eu, junto com outras centenas de blogueiros no brasil, estamos apoaindo a campanha e auxiliando na divulgação.


Todos que freqüentam esse lugar enfadonho sabem que eu detesto falar sobre política. Não que eu considere o assunto menos importante. Mas eu acredito que a política, discutida de maneira leviana (como é feito na grande parte dos meios de comunicação em massa), deixa de ser uma ferramenta para debate e passa a ser um jogo de ideologias baratas e um pouco de sensacionalismo. E por causa disso, eu prefiro uma conversa leve, sobre entretenimento, cultura e afins. Por isso que cinema, música, quadrinhos e livros aparecem bem mais em minhas escassas linhas do que qualquer marketing político.
Muita gente vai dizer que é por causa de pessoas como eu que a política brasileira está um caos. Que o meu desinteressa é o culpado. Discordo. Preocupo-me com o futuro do meu país, tanto quanto ou ainda mais que qualquer demagogo metido a levantar bandeira de partidos por um pensamento fraco e sem conteúdo. Acontece que eu sempre fui um homem de idéias e não de ações. É claro que para mudar o mundo, precisamos arregaças as mangas e por na mão na massa. Mas antes disso, é preciso um plano de fundo pensante para suas ações. Não adianta simplesmente querer mudar. É preciso saber o que fazer e como fazer.
Ao conversar comigo sobre o tema, vão reparar que eu sempre simpatizei com a direita brasileira. Gosto do PSDB e acho que os homens de política têm a cara dos tucanos. Tai o Serra e o Alckimin. Dois exemplos que eu considero bons políticos. Porém, nesse último ano, eu me apeguei aos ideais do PT. Eu ajudei na campanha salarial do sindicato esse ano. Lutei por meus direitos. Fiz greve e piquete. E conversei com pessoas que faziam a mesma coisa antes mesmo de eu começar a andar. Agora eu lhes explico o motivo de eu abrir mão do meu pensamento e resolver abrir o espaço para esse tipo de discussão. É por puro e simples medo. Sim, eu estou com medo. Pois esses dois partidos, os dois maiores símbolos da política nacional e que juntos totalizam a maioria do Congresso Nacional se aliaram num circo que, para alguém como eu, tem repercussão enorme.
Eu não vou resumir a história, portanto se já estiver cansado ou se não estiver com paciência, nem continue.
Há alguns anos, o Banespa estava falindo. Para remediar a situação, o governo do saudoso Mário Covas, se minha mente não me engana, resolveu privatizar o banco público. Houve uma enorme intervenção. A situação do Banespa foi sanada e então o banco foi vendido ao grupo espanhol Santander. Todo o funcionalismo público, que até então recebia seus proventos pelo Banespa, teve que transferir suas contas-corrente para o Banco Nossa Caixa. Eu entrei na Nossa Caixa em 2006. Em meio ao maior movimento da instituição. Abríamos cerca de 100 a 200 contas por dia. Foi um trabalho pesado e com uma forte concorrência (que em certos momentos se mostrou totalmente desleal). Qual não foi nossa surpresa quando o governador de São Paulo, José Serra, resolveu que essa folha de pagamento não poderia estar nas mãos da Nossa Caixa de graça. Foi-nos cobrado algo em torno de 5.000.000.000,00 (sim, isso mesmo, cinco bilhões de reais). O que acontece quando um banco se vê com um prejuízo desses. Quem respondeu “faz seus empregados trabalharem mais” acertou.
Agora, passados dois anos desde que entrei no banco, nova bomba. O presidente do Banco do Brasil declara a vontade de comprar a Nossa Caixa. Depois da bomba, outra. O nosso excelentíssimo presidente da Republica, Luiz Inácio da Silva, assina uma Medida Provisória, autorizando o BB e a CEF a comprarem ativos de outros bancos, sem a necessidade sequer de uma licitação. Tudo bem que brasileiro aceita algumas coisas calado, mas isso é me chamar de idiota na cara dura. Alvoroço para cá, alvoroço para lá e nada de novo surgia. Até chegar o dia 19 de novembro. Véspera de feriado. Ninguém sequer pensando em política. Então a confirmação. Pela pechincha de 5.400.000.000,00 de reais, o BB adquire a Nossa Caixa.
“Em meio a críticas do próprio partido à venda da Nossa Caixa ao Banco do Brasil, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva queixou-se ontem das afirmações de que a operação favorece interesses políticos do governador José Serra, um dos possíveis nomes do PSDB à sucessão presidencial. Segundo Lula, o País sai ganhando com a operação, por passar a contar com um banco público "mais sólido, mais competitivo, com muito mais agências e muito mais dinheiro para irrigar o crédito". "O que querem mais do que isso?" fonte: Estadão
Eu quero mais transparência. Porque dizer que a Medida Provisória servia apenas para salvaguardar um possível rombo devido a crise financeira que paira sobre o mundo é me chamar de idiota.
O governador de São Paulo, José Serra, defendeu nesta quarta feira, 20, o modelo de venda da Nossa Caixa para o Banco do Brasil como "o melhor" para o governo do Estado. Ao ser questionado se um leilão não poderia resultar em um valor maior que os R$ 5,386 bilhões oferecidos pelo BB, uma vez que a fusão entre Itaú e Unibanco gerou uma corrida dos bancos para alcançar o novo grupo, Serra respondeu que "do ponto de vista do Estado, o melhor era vender ao Banco do Brasil, em todos os sentidos".
Serra disse também que nunca foi procurado pelo Bradesco para falar sobre a venda da Nossa Caixa e considerou o valor da venda "um bom preço". Para ele, a venda significa a priorização de investimentos na área social. "Estamos deixando de ter um banco comercial para dar prioridade a outros investimentos", disse o governador. Serra afirmou que nunca foi favorável à idéia de que governos estaduais tenham bancos comerciais.
Dos R$ 5,386 bilhões que o Estado receberá do BB, R$ 1 bilhão será destinado à criação da agência de fomento do Estado de São Paulo, que vai financiar investimentos para pequenas e médias empresas. O órgão terá capital fechado, uma estrutura enxuta, com 50 funcionários, e o contato com os clientes será feito por meio do BB. Segundo ele, os outros cerca de R$ 4 bilhões terão como prioridade a infra-estrutura de transportes, com o foco na expansão do metrô, no aumento da qualidade dos trens metropolitanos, que serão transformados em metrô de superfície, em estradas vicinais e na construção de acessos rodoviários aos municípios. Fonte: Estadão
Guardem bem as palavras do Lula e do Serra. Eu estou morrendo de medo de ser mandado embora. Não queria isso agora. Mas estou aceitando, desde que as promessas elencadas sejam concretizadas. Ai sim, eu saio de cabeça erguida. Sabendo que me emprego valeu pro Serra cerca de 10 bilhões. No fim eu to podendo.