
O homem tem medo do tempo. Daquele tempo sem passado, presente ou futuro. Do tempo absoluto. Tem medo de seu caráter eterno. Pois ao se relacionar com o tempo, o homem se sente finito. E em sua finitude, lança mão de estratagemas que lhe permitam pelo menos entender sua função no tempo.
Em sua finitude, em sua incapacidade de vislumbrar um possível domínio sobre o tempo, o homem se volta para o oculto, algo misterioso que desvende os arcanos do tempo, desse tempo que, segundo o homem, varre a eternidade inteira com sua presença implacável e despótica.
E o homem, muitas vezes, encontra sua resposta, embora tênue, nebulosa, quando não incompreensível e caótica. Mas é uma resposta. E essas respostas esmagam o mais profundo âmago do ser humano. Mas ainda assim é uma resposta. E então é possível perceber o quão inútil se torna a batalha contra o maior vilão da humanidade.
Para o homem, finito e angustiado, o tempo se torna sobrenatural, cujos segredos são guardados por seres superiores. E sentindo a gota momentânea do infinito, o homem se refugia nos mistérios e no incógnito. Nos caminhos e descaminhos de um eterno que não consegue entender. E o tempo torna-se enfim algo que jamais será entendido pela mente humana. Pois é algo grande demais para poder ser compreendido.
Assim, resta ao homem apenas registrar aquela fração do tempo vivida por ele. Colocar no papel, descrevendo tudo que foi presenciado ou tirando fotografias e guardando o momento ali registrado para sempre. E assim, surge a História. A tentativa do homem de imortalizar-se. E é isso que eu faço quando perco meu tempo na frente de um monitor, colocando as palavras ordenadamente em frases e parágrafos. Registro minha história e meus sentimentos e tento me imortalizar.
Eu tinha me enfraquecido e aquela sensação de derrota havia me acometido de maneira nova. Estava me sufocando, a ponto de não permitir que eu escrevesse. Mas ao ler um texto do Fernando Sabino, me identifiquei com aquelas palavras e me senti bem novamente. Pois o que ele diz reflete o que há dentro de mim, e me dá resposta de minha existência nessa eternidade.
Ele diz: “E isso porque pretendo ser apenas um escritor, ou seja, um homem que vive para escrever e que não raro tem de escrever para viver. São tais razões do coração que, já dizia Pascal, tem razões que a própria razão desconhece.”.
Em sua finitude, em sua incapacidade de vislumbrar um possível domínio sobre o tempo, o homem se volta para o oculto, algo misterioso que desvende os arcanos do tempo, desse tempo que, segundo o homem, varre a eternidade inteira com sua presença implacável e despótica.
E o homem, muitas vezes, encontra sua resposta, embora tênue, nebulosa, quando não incompreensível e caótica. Mas é uma resposta. E essas respostas esmagam o mais profundo âmago do ser humano. Mas ainda assim é uma resposta. E então é possível perceber o quão inútil se torna a batalha contra o maior vilão da humanidade.
Para o homem, finito e angustiado, o tempo se torna sobrenatural, cujos segredos são guardados por seres superiores. E sentindo a gota momentânea do infinito, o homem se refugia nos mistérios e no incógnito. Nos caminhos e descaminhos de um eterno que não consegue entender. E o tempo torna-se enfim algo que jamais será entendido pela mente humana. Pois é algo grande demais para poder ser compreendido.
Assim, resta ao homem apenas registrar aquela fração do tempo vivida por ele. Colocar no papel, descrevendo tudo que foi presenciado ou tirando fotografias e guardando o momento ali registrado para sempre. E assim, surge a História. A tentativa do homem de imortalizar-se. E é isso que eu faço quando perco meu tempo na frente de um monitor, colocando as palavras ordenadamente em frases e parágrafos. Registro minha história e meus sentimentos e tento me imortalizar.
Eu tinha me enfraquecido e aquela sensação de derrota havia me acometido de maneira nova. Estava me sufocando, a ponto de não permitir que eu escrevesse. Mas ao ler um texto do Fernando Sabino, me identifiquei com aquelas palavras e me senti bem novamente. Pois o que ele diz reflete o que há dentro de mim, e me dá resposta de minha existência nessa eternidade.
Ele diz: “E isso porque pretendo ser apenas um escritor, ou seja, um homem que vive para escrever e que não raro tem de escrever para viver. São tais razões do coração que, já dizia Pascal, tem razões que a própria razão desconhece.”.
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